Sobre as 120 famílias retiradas do bairro Rio Comprido, a prefeitura de São José dos Campos informou que neste fim da semana vai ter o número de casas que serão realmente demolidas, quais famílias vão poder voltar pra casa e quais terão que se mudar.
As que terão que se mudar serão cadastradas e poderão receber temporariamente o aluguel social, que pode ser pago pela prefeitura ou pelo governo do estado, até que sejam inseridas em programas habitacionais.
O último balanço que havia sido feito no bairro, em 2008, apontou 67 casas com risco alto. Mas esse número pode aumentar depois da tragédia.
Nota de prefeitura de Sâo José dos Campos
A Prefeitura de São José dos Campos prosseguiu nesta quarta-feira (12) com o atendimento às famílias atingidas pelos deslizamentos ocorridos na noite de segunda-feira (10), no bairro Rio Comprido, na região sul.
A Secretaria de Desenvolvimento Social cadastrou 127 famílias das ruas 1, 2, 6 e 7, que estão recebendo alimentação e atendimento das assistentes sociais. Desse total, 12 famílias estão abrigadas na Escola Estadual Elmano Ferreira Veloso e na Igreja São Francisco. As demais famílias encontram-se alojadas em casas de parentes e amigos.
Das 12 famílias abrigadas, metade das pessoas é composta por mulheres e crianças e a outra por homens. Essas famílias estão recebendo três refeições diárias (café, almoço e jantar) e dispõem de atendimento 24 horas das assistentes sociais da Prefeitura, além de apoio da Polícia Militar para a retirada de pertences em seus imóveis.
Atendimentos Rio Comprido
Famílias (retiradas) e atendidas : 127
Famílias abrigadas na escola e igreja: 12 pessoas
Assistentes sociais de plantão no local: 13
Recursos repassados:
Colchões: 60
Cobertores: 60
Sabonete/ creme dental/escova de dentes: 60
Refeições:
Manhã: 250 pães c/ manteiga
Almoço: 300 Marmitex
Jantar: 300 Marmitex
Defesa Civil - As equipes da Defesa Civil realizaram vistorias e atenderam a população do bairro Rio Comprido nesta quarta-feira (12). Uma das equipes auxilia os técnicos da Defesa Civil do Estado de São Paulo e do Instituto Geológico na avaliação de risco dos imóveis. Com essa avaliação será possível definir o nível de risco de cada imóvel e assim estipular quais poderão ou não voltar a ser ocupados.
As famílias estão fora de suas casas desde o escorregamento de terra por medida de prevenção. Na tarde desta quarta-feira (12), os moradores do Rio Comprido participaram de uma reunião com representantes da Defesa Civil, Secretaria de Desenvolvimento Social e Polícia Militar. Eles foram informados sobre o trabalho que está sendo desenvolvido pelo poder público e puderam esclarecer dúvidas.